CONTRA INFORMAÇÃO  LISBOA 94 ANIMAÇÕES | EXPO 98 
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PROJECTOS...

INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO
A INDÚSTRIA DOS SENTIDOS
UMA INDÚSTRIA PARA PORTUGAL

Trabalhei nesta área em Inglaterra, e através de alguns projectos de que fui responsável nos últimos anos em Portugal provei que sem qualquer estrutura, qualquer espécie de apoio foi possível realizar projectos complicados e totalmente inovadores – como se pode ver neste museu temático – tudo o que aí se vê foi totalmente produzido em Portugal por profissionais portugueses, desde os mais simples trabalhos artesanais à alta tecnologia – foi tudo feito cá, e esta é a chave, a ligação do artesanato os talentos manuais que são inatos nos portugueses apesar de muitos nunca descobrirem essas capacidades, às novas tecnologias; normalmente a ideia que se tem é que as novas tecnologias são destruidoras das indústrias tradicionais criando desemprego em massa, o que é verdade. 

TELEJORNAL RTP1

A indústria do entretenimento é a única indústria do futuro que faz este casamento perfeito, que recupera novamente para o mercado do trabalho os analfabetos das tecnologias, e que restitui com muito mais força do que tinham no passado toda a dignidade e importância, profissões que se julgavam mortas voltam a ser necessárias, apenas utilizadas de outra forma que não a tradicional, como por exemplo um mestre cesteiro utilizará as técnicas seculares que aprendeu já não para fazer cestos mas por exemplo estruturas ósseas de asas de morcego, (ver galeão voador) carpinteiros da construção civil fizeram toda a estrutura de madeira cavername, etc., isto é um barco que voa não flutua por isso não é necessário ser construtor naval, um serralheiro que até agora só tinha feito grades e portões – construiu toda a estrutura da complicada mecânica que acciona o movimento do barco, etc., etc..

O artesanato e as industrias tradicionais que continuam a ser tratados em Portugal, como coisa menor e pitoresca para turista ver e comprar, Até aparecer o Jorge Gameiro que acredita que o sucesso, dignidade e riqueza de Portugal do futuro, assentará nesta arte menor e pitoresca; finalmente pude concretizar que esta indústria, era importante não apenas para reabilitar e dignificar um sector da vida portuguesa, mas muito mais do que isso podia envolver todos os sectores de actividade isto aconteceu quando decidi ir para Inglaterra no início dos anos 80, onde tive oportunidade de contactar com uma nova e revolucionária forma do ensino artístico, que prepara os jovens em todas as áreas profissionais, mas de uma forma diversa de outras escolas profissionais, uma vez que estes politécnicos artísticos, existem apenas para servirem a industria do entretenimento de que os ingleses são os maiores produtores mundiais exactamente porque desde há muito Inglaterra, é no mundo o país com mais escolas profissionais artísticas por metro quadrado, isto principalmente para servirem a indústria do cinema americano, que foi e continua a ser a indústria que alimenta toda a indústria do entretenimento, parques temáticos, museus temáticos, etc., ou dizendo de outra forma, a indústria do entretenimento ainda não existe enquanto tal, independente do cinema, pois tudo o que é feito a nível mundial, falando de grandes projectos com qualidade é tudo feito principalmente por empresas ou profissionais ligados a empresas que trabalham para as grandes produtores cinematográficas americanas.

PRAÇA DA ALEGRIA

O meu objectivo cada vez que faço projectos em Portugal centra-se principalmente  na promoção e divulgação desta nova indústria, que será a indústria do futuro deste país. Na minha opinião e na de muitos profissionais portugueses que têm colaborado comigo nos últimos 10 anos, continuam a apoiar-me sempre que preciso posso contar com eles, e isto serve também de prova que esta é a indústria para Portugal, se nós, sem qualquer estrutura a trabalhar por carolice em projectos mal pagos, com toda a espécie de pressão e bloqueios, apesar de tudo isto temos conseguido fazer projectos com alguma visibilidade e principalmente únicos em Portugal e não só, estou também a comercializar em Inglaterra e Alemanha alguns protótipos originais como a máquina de neve robótica que se pode ver nesta página.

Portando e resumindo, esta indústria requer todos os atributos e qualidades dos portugueses: versatilidade, imaginação, improvisação, talentos manuais e com muito pouco investimento estrutural e aproveitamento das estruturas já existentes nas indústrias tradicionais, artesanais ou não, em termos de margem de lucro não há nenhuma outra que se lhe possa comparar como se prova pelo que atrás ficou dito.

Se é possível sem ovos fazer omeletas com alguma dimensão, o que será quando finalmente houver ovos para trabalhar. Penso que seria ideal, desde já entidades privadas ou do estado, autarquias, etc... serem motivadas, para a criação de Centros Pilotos que incluíssem, Politécnicos Artísticos e outras escolas de Formação Profissional de nível secundário através deste exemplo, que acredito o próprio governo tomaria em suas mãos para uma implementação a nível oficial nacional.

Muito rapidamente muitos milhares de jovens vão descobrir novas vocações, talentos e interesses, vão esquecer os títulos honoríficos e altos salários enganosos que iriam usufruir depois do ensino universitário tradicional, para abraçarem esta indústria onde a dignidade das várias áreas está ao mesmo nível desde o artesão ao eng. de sistemas, terem o prazer de seu trabalho ser admirado em todo o mundo por milhões de pessoas através do cinema produzido pelas grandes produtoras americanas, parques e museus temáticos, toda a indústria do espectáculo, produção de animações nos maiores espaços comerciais do mundo, etc. Clientes não faltam, uma indústria com muito mais procura do que oferta em todo o mundo, vamos seguir o exemplo dos nossos mais velhos aliados, os ingleses têm o domínio desta indústria, todas as produtoras americanas ficam nos Estados Unidos com os produtos virtuais e manipulação por computador, mas tudo o que é a três dimensões reais, cenografia, modelos, etc. é produzido em estúdios ingleses, assim como poderá vir a ser no futuro produzido em estúdios Portugueses, desde que comece a haver formação e profissionais nas várias áreas em que quantidade e qualidade, se os empresários Portugueses não avançarem com a genica suficiente devido à banalização da preguiça por causa dos Fundos Comunitários, virão os empresários ingleses de construção cenográfica que todos sistematicamente têm de desistir de projectos nos vários cantos do mundo, devido à falta de mão de obra, isto já podia ter acontecido em força durante a EXPO 98, desde 92 que duas das maiores empresas de construção cenográfica inglesas interessadas em vir trabalhar para Portugal, assim não foi a vontade dos responsáveis da EXPO que preferiram entregar projectos chave na mão aos Espanhóis, a única excepção foi os “Olharapos” do qual fui o responsável pela produção das esculturas

projecto temático produzido totalmente em Portugal (Caldas da Rainha) “Os Olharapos”, a única bandeira que o Dr. Mega Ferreira tinha quando era acusado de nada estar a ser feito nesta área em Portugal.

Assim, estamos a falar de uma indústria que está ainda em gestação, uma indústria nova que precisa de ser agarrada também por um país novo como é Portugal, que continua à procura do seu caminho, de se entregar a uma área envolvente a vários níveis que possamos fazer melhor do que os nossos parceiros europeus, todos esses países com os quais nunca poderemos competir nas várias indústrias nalgumas das quais já são lideres a nível mundial, mas e por isso mesmo sendo ricos e grandes, são demasiado pesados e pouco flexíveis para abraçarem uma indústria nova que requer muita flexibilidade e terá que ser organizada pelo menos numa primeira fase no ocidente, num país europeu, apenas algumas partes, áreas e componentes poderão ser produzidos, no extremo oriente, a única coisa a fazer é seguir o exemplo dos nossos velhos aliados ingleses, que têm a vantagem de serem profissionais muito abertos, com grande gosto pela aventura e viagem, grandes apaixonados pelo clima do Sul da Europa, assim teremos com toda a facilidade, em todas as áreas necessárias para a formação de formadores, largas centenas de ingleses que se prestarão a formar profissionais portugueses em todas as áreas necessárias, assim como também pode ser muito fácil cativar grandes empresas inglesas e fazer Joint Venture, acordos com empresas Portuguesas, podendo essas empresas produzir em Portugal grandes partes de projectos mundiais que têm, existem desde já muitas empresas em falência técnica que de uma forma imediata poderiam ser reconvertidas em várias áreas, indústria cerâmica, indústria de borracha, metalúrgica, têxteis, pequenas e médias empresas de construção civil que gostariam de se libertar das grandes empresas realizarem projectos independentes mais lucrativos e motivadores.

E claro todos os jovens técnicos professores universitários e investigadores nas várias áreas da engenharia mecânica, de sistemas, robótica e automação, muitos dos quais já mostraram interesse em aderir a este movimento, além daqueles que por caloirice e paixão como eu já estão a trabalhar comigo, sendo aqueles que produzirão tudo o que se pode ver neste museu, existe assim várias hipóteses no imediato de ter resultados práticos.

Para concluir estou a tentar encontrar uma forma de me aproximar de outras culturas empresariais diferentes das dos grandes centros, e já que esta indústria para funcionar teria de ser uma indústria nacional, sendo divulgada por todo o lado não só junto dos empresários como autarquias, universidades, politécnicos e população em geral, pois trata-se de atrair potenciais investidores, mas também de técnicos e trabalhadores de todas as áreas profissionais, e claro o mais importante: as entidades governamentais incluindo vários ministérios desde a educação à cultura passando pela ciência, trabalho e emprego, etc. Para isso, além deste museu instalado no Algarve tenho um espectáculo itinerante montado num atrelado que poderá deslocar-se a qualquer zona do país para demonstrar a todos os interessados o que acabo de dizer nesta página.

 A OPINIÃO DE ALGUNS ECONOMISTAS AMERICANOS

O mercado capitalista está a passar por uma nova mudança estrutural. Depois da economia de serviços ter feito o deleite de muitos consumidores, que passaram a ver na atenção com que são tratados uma forma de tornar agradável o acto de ir às compras, está  a emergir uma nova forma de “produzir” e de “vender”. Os consumidores já não procuram primordialmente “coisas”, mas anseiam por viver experiências, por fluir momentos inesquecíveis, e passaram a pagar por isso com um grande sorriso na cara. Quem percebeu esta viragem, está a edificar empresas com futuro e a criar as galinhas dos ovos de ouro da economia deste século.

“Um quarto degrau na história do valor económico”

A Economia de mercado passou já por três fases e prepara-se para dar o passo seguinte.” começamos com a economia agrária e a transacção  de mercadorias no mercado. Passamos à industrial e mais tarde à de serviços. Agora assistimos à emergência da economia das “experiências”. Ela esta ainda na sua infância, mas é o novo paradigma. O século XXI verá a explosão de empresas a actuar no “mercado - palco” da fruição de acontecimentos quer por consumidores quer por empresas. Refere James Gilmore, perto dos 40 anos que trabalhou durante 13 anos na IBM, antes de se juntar em 1995 a Joseph Pine um ex-construtor da CSC, para criarem a Strategic Horizons (explore o «site» em http://www.customization.com ), hoje sediada em Aurora, no estado norte-americano de Ohio.

 

Já no nosso século, a evolução é bem visível recordando alguns marcos, argumentam os dois autores (ver Quadro). A revolução industrial atingiu a sua maturidade com a produção em massa inventada por Henry Ford em 1913 na sua cadeia de produção em Highland, no Michigan norte – americano  - que daria origem ao célebre « fordismo » - , e depois com Alfred Sloan, também nos Estados Unidos, ao criar na General Motors a segmentação e ao dar corpo à organização da grande empresa moderna – a que os americanos passaram a chamar de « corporation » - nos anos 30 e 40.

Os serviços começaram a mostrar a cabeça mais tarde.

A celebre divisa «IBM significa serviço» marcou uma época nos anos 60 e 70. Nas próprias maquinas trazidas pela então jovem Revolução da informação surgiu a cultura de as transformar em «amigáveis com o utilizador», quando a Aplle nasceu no Silicon Valley. A « cultura de serviços » e o conceito nobre de «cliente» foram, depois massificados, com o celebre livro de Tom Peters e Bob Waterman, Em Busca da Excelência, nos anos 80. contudo o apogeu é recente – segundo Joseph Pine, «a liderança dos serviços afirmou-se definitivamente quando, pela primeira vez, em 1995, a edição das 500 maiores da revista da “Fortune” passou a misturar a industria e os serviços numa só lista».

O «cartoonista» e o visionário.

Mas como a consciência do que é novo anda sempre em atraso em relação à própria realidade, ainda não é perceptível publicamente o que esta a emergir. O que não apaga o facto da «economia dos sentidos», de que Pine e Gilmore falam, já ser quarentona. Segundo eles o pioneiro foi Walt Disney com o seu conceito de vender uma «experiência» e não meramente os seus «cartoons» e  personagens.

Houve um homem, no entanto, que «percebeu» isto e o escreveu mais de uma década depois, em 1970.

«Foi o visionário Alvin Toffler em O Choque do Futuro, conclui Joseph Pine, que na mesma altura em que todos pejorativamente falavam da “disney – ficção” da sociedade, veio  pressagiar o movimento da economia dos bens e serviços para o mercado dos sentidos, dizendo que as pessoas preferiam experiências a comprar “coisas”».

A INVASÃO DO ENTRETENIMENTO

O ENTRETENIMENTO tem invadido literalmente outras áreas, provocando a criação de novos conceitos, inovando a própria linguagem. Este «assalto» é mais transparente se utilizarmos as expressões inglesas que se foram gerando na literatura de gestão e nas estratégias de negócios a partir do termo «entertainment».

-         A fusão com a educação e o ensino está muito espalhada, e já é corrente no discurso dos responsáveis pela área. O «edutainment» ainda não tem tradução fácil para a nossa língua, mas dá a ideia da eficácia um ensino envolto no prazer do entretenimento, ou vice-versa.

-         Com a faca e o garfo, provavelmente não é tão assumida a fusão em curso. Mas quem já tenha ido às cadeias mundiais do Hard Rock Café, do Planet Hollywood, do Rainforest Café ou do The House of Blues, começa a perceber o que é o «eatertainment», ou a gastronomia com uma envolvente de entretenimento temático.

-          O «bankertainment» é outro ramo do mesmo percurso. O caso de megadependência do Banco de Montreal dentro do Centro Comercial de Mapleview em Burlington, em Ontário, é provavelmente o melhor exemplo do conceito: quiosque interactivo, salão para apresentações e conferencias, vídeos literatura para consultar e visionar, e até um Resource Café.

-         Na área do retalho e do «shopping» têm-se desenvolvido as expressões «entertailling» (mistura de entretenimento com retalhos, visível no conceito de lojas da original cadeia  Sharper Image) e de shoppertainment», visível embrionariamente nos espaços de «merchandising» da Nike – as célebres «Nike Town».

O PIONEIRO DO NOVO MERCADO

O BERÇO desta economia da experiência» é indiscutivelmente o conceito que esta por detrás da abertura da Disneylândia, na Califórnia, em julho de 1951, a mais de quarenta anos» refere-nos James Gilmore. Ao «cartoonista» de Chicago, Walter Elias Disney, é atribuído o palmarés de ter sido o pioneiro deste novo tipo de mercado ao criar «um espaço de palco total para uma experiência pessoal inesquecível» não só para miúdos como para graúdos, que viria a ser designado como «parque temático» completamente diferente do conceito tradicional de «parque de diversões» ou «feira popular».

Disney inverteu o sentido da relação tradicional no mercado ao designar os seus visitantes não como clientes, mas como «convidados» - o que não significa que entrem de graça, bem pelo contrario (as entradas são pagas e a bom preço) – e passou a chamar os empregados de «membros do elenco».

ENVOLVER O CONVIDADO

Ao convidados não se lhes oferece apenas um serviço – ainda que excelente – mas um ambiente de entretenimento em que se «convidam» a ser parte e não meros espectadores. « A ideia não é apenas de entreter o cliente, mas de o envolver, de o comprometer numa experiência total – e deste modo transformar uma vulgar interacção numa experiência única. Este é o sentido pró-activo que Disney pôs em prática», sublinha-nos, por seu lado, Joseph Pine.

Tendo captado o sentido profundo do entretenimento, o modelo Disney rompeu com o mecanismo tradicional da relação entre «vendedor» e «comprador».

Diz-nos Gilmore: «Enquanto que as anteriores ofertas no mercado – mercadorias, bens e serviços – eram completamente ‘externa’ ao comprador, agora as experiência passavam a ser inerentemente pessoais, íntimas, existindo apenas na cabeça de um ‘consumidor’ que se envolveu num acto único, emocional, físico, intelectual e mesmo espiritual».

O «consumo» de experiências, de vivências, sempre esteve no coração do negócio do «showbizz», mas foi Disney que «o explorou criativamente», refere-nos o nosso interlocutor.

Isso não significativa que não se vendam produtos e serviços nesse mercado primordial de «experiências». «Os espaços da Disney geram lucros notáveis a partir das mais diversas fontes de rendimento, do parqueamento, à comida, aos mais diversos serviços, aos espaços comerciais e hoteleiros, ao golf, aos condomínios de férias, às conferências e convenções, bem como a venda de recordações. Mas o que queremos sublinhar é que sem o tal “palco” para viver experiências, os clientes nada teriam para recordar de significativo, a não ser dores de pés, calor ou chuva» conclui Pine.

AS TRÊS ÉPOCAS
DE RESPOSTA AO CLIENTE

Tipo de economia

Industrial

De Serviços

Dos «Sentidos»

Tipo de «produto»

Bens

Serviços

Experiência

Meio de «produção»

Fábrica

Canal de Distribuição

«Palco»

Estilo de oferta

Tangível

Intangível

Evento

Características

Estandardizado

Customizado

Personalizado

Fornecimento

A partir de Stock

A pedido

No momento

Motivo de procura

Características

Benefícios

Sensações

Comprador

Utilizador

Cliente

Convidado

Vendedor

Industrial

Fornecedor

Actor

Recursos Humanos

Mão-de-obra

Colaborador

Talentos

 

 

 

 

 Nota: As épocas restringem-se ao capitalismo desenvolvido do séc. 

Nota: As épocas restringem-se ao capitalismo desenvolvido do séc. XX

PROJECTOS REALIZADOS EM PORTUGAL
1992 Produção do 1º Protótipo Stpitting Image - 
Bonecos Políticos SIC
Hoje Contra Informação - R.T.P.                            
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1993 Dinossauro Animatrónico - Lisboa 94                       mais informacoes  »»
1995 Animações mais informacoes  »»
1996 Início Produção Olharapos - Expo 98 mais informacoes  »»
1997-98 Museu de Aparições (Fátima) mais informacoes  »»
2000 Espectáculo Neve Arrábida mais informacoes  »»
2000 Galeão Voador mais informacoes  »»
2002 Vulcão na Baía de Cascais mais informacoes  »»
2003 Museu de Cera Aquashow mais informacoes  »»

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