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INDÚSTRIA
DO ENTRETENIMENTO Trabalhei nesta área em Inglaterra, e através de alguns projectos de que fui responsável nos últimos anos em Portugal provei que sem qualquer estrutura, qualquer espécie de apoio foi possível realizar projectos complicados e totalmente inovadores – como se pode ver neste museu temático – tudo o que aí se vê foi totalmente produzido em Portugal por profissionais portugueses, desde os mais simples trabalhos artesanais à alta tecnologia – foi tudo feito cá, e esta é a chave, a ligação do artesanato os talentos manuais que são inatos nos portugueses apesar de muitos nunca descobrirem essas capacidades, às novas tecnologias; normalmente a ideia que se tem é que as novas tecnologias são destruidoras das indústrias tradicionais criando desemprego em massa, o que é verdade. TELEJORNAL RTP1
O artesanato e as industrias tradicionais que continuam a ser tratados em Portugal, como coisa menor e pitoresca para turista ver e comprar, Até aparecer o Jorge Gameiro que acredita que o sucesso, dignidade e riqueza de Portugal do futuro, assentará nesta arte menor e pitoresca; finalmente pude concretizar que esta indústria, era importante não apenas para reabilitar e dignificar um sector da vida portuguesa, mas muito mais do que isso podia envolver todos os sectores de actividade isto aconteceu quando decidi ir para Inglaterra no início dos anos 80, onde tive oportunidade de contactar com uma nova e revolucionária forma do ensino artístico, que prepara os jovens em todas as áreas profissionais, mas de uma forma diversa de outras escolas profissionais, uma vez que estes politécnicos artísticos, existem apenas para servirem a industria do entretenimento de que os ingleses são os maiores produtores mundiais exactamente porque desde há muito Inglaterra, é no mundo o país com mais escolas profissionais artísticas por metro quadrado, isto principalmente para servirem a indústria do cinema americano, que foi e continua a ser a indústria que alimenta toda a indústria do entretenimento, parques temáticos, museus temáticos, etc., ou dizendo de outra forma, a indústria do entretenimento ainda não existe enquanto tal, independente do cinema, pois tudo o que é feito a nível mundial, falando de grandes projectos com qualidade é tudo feito principalmente por empresas ou profissionais ligados a empresas que trabalham para as grandes produtores cinematográficas americanas. PRAÇA DA ALEGRIA
Portando e resumindo, esta indústria requer todos os atributos e qualidades dos portugueses: versatilidade, imaginação, improvisação, talentos manuais e com muito pouco investimento estrutural e aproveitamento das estruturas já existentes nas indústrias tradicionais, artesanais ou não, em termos de margem de lucro não há nenhuma outra que se lhe possa comparar como se prova pelo que atrás ficou dito. Se é possível sem ovos fazer omeletas com alguma dimensão, o que será quando finalmente houver ovos para trabalhar. Penso que seria ideal, desde já entidades privadas ou do estado, autarquias, etc... serem motivadas, para a criação de Centros Pilotos que incluíssem, Politécnicos Artísticos e outras escolas de Formação Profissional de nível secundário através deste exemplo, que acredito o próprio governo tomaria em suas mãos para uma implementação a nível oficial nacional.
projecto temático produzido totalmente em Portugal (Caldas da Rainha) “Os Olharapos”, a única bandeira que o Dr. Mega Ferreira tinha quando era acusado de nada estar a ser feito nesta área em Portugal. Assim, estamos a falar de uma indústria que está ainda em gestação, uma indústria nova que precisa de ser agarrada também por um país novo como é Portugal, que continua à procura do seu caminho, de se entregar a uma área envolvente a vários níveis que possamos fazer melhor do que os nossos parceiros europeus, todos esses países com os quais nunca poderemos competir nas várias indústrias nalgumas das quais já são lideres a nível mundial, mas e por isso mesmo sendo ricos e grandes, são demasiado pesados e pouco flexíveis para abraçarem uma indústria nova que requer muita flexibilidade e terá que ser organizada pelo menos numa primeira fase no ocidente, num país europeu, apenas algumas partes, áreas e componentes poderão ser produzidos, no extremo oriente, a única coisa a fazer é seguir o exemplo dos nossos velhos aliados ingleses, que têm a vantagem de serem profissionais muito abertos, com grande gosto pela aventura e viagem, grandes apaixonados pelo clima do Sul da Europa, assim teremos com toda a facilidade, em todas as áreas necessárias para a formação de formadores, largas centenas de ingleses que se prestarão a formar profissionais portugueses em todas as áreas necessárias, assim como também pode ser muito fácil cativar grandes empresas inglesas e fazer Joint Venture, acordos com empresas Portuguesas, podendo essas empresas produzir em Portugal grandes partes de projectos mundiais que têm, existem desde já muitas empresas em falência técnica que de uma forma imediata poderiam ser reconvertidas em várias áreas, indústria cerâmica, indústria de borracha, metalúrgica, têxteis, pequenas e médias empresas de construção civil que gostariam de se libertar das grandes empresas realizarem projectos independentes mais lucrativos e motivadores.
Para concluir estou a tentar encontrar uma forma de me aproximar de outras culturas empresariais diferentes das dos grandes centros, e já que esta indústria para funcionar teria de ser uma indústria nacional, sendo divulgada por todo o lado não só junto dos empresários como autarquias, universidades, politécnicos e população em geral, pois trata-se de atrair potenciais investidores, mas também de técnicos e trabalhadores de todas as áreas profissionais, e claro o mais importante: as entidades governamentais incluindo vários ministérios desde a educação à cultura passando pela ciência, trabalho e emprego, etc. Para isso, além deste museu instalado no Algarve tenho um espectáculo itinerante montado num atrelado que poderá deslocar-se a qualquer zona do país para demonstrar a todos os interessados o que acabo de dizer nesta página. A OPINIÃO DE ALGUNS ECONOMISTAS AMERICANOS O mercado capitalista está a passar por uma nova mudança estrutural. Depois da economia de serviços ter feito o deleite de muitos consumidores, que passaram a ver na atenção com que são tratados uma forma de tornar agradável o acto de ir às compras, está a emergir uma nova forma de “produzir” e de “vender”. Os consumidores já não procuram primordialmente “coisas”, mas anseiam por viver experiências, por fluir momentos inesquecíveis, e passaram a pagar por isso com um grande sorriso na cara. Quem percebeu esta viragem, está a edificar empresas com futuro e a criar as galinhas dos ovos de ouro da economia deste século. “Um quarto degrau na história do valor económico” A Economia de mercado passou já por três fases e prepara-se para dar o passo seguinte.” começamos com a economia agrária e a transacção de mercadorias no mercado. Passamos à industrial e mais tarde à de serviços. Agora assistimos à emergência da economia das “experiências”. Ela esta ainda na sua infância, mas é o novo paradigma. O século XXI verá a explosão de empresas a actuar no “mercado - palco” da fruição de acontecimentos quer por consumidores quer por empresas. Refere James Gilmore, perto dos 40 anos que trabalhou durante 13 anos na IBM, antes de se juntar em 1995 a Joseph Pine um ex-construtor da CSC, para criarem a Strategic Horizons (explore o «site» em http://www.customization.com ), hoje sediada em Aurora, no estado norte-americano de Ohio.
Os serviços começaram a mostrar a cabeça mais tarde. A celebre divisa «IBM significa serviço» marcou uma época nos anos 60 e 70. Nas próprias maquinas trazidas pela então jovem Revolução da informação surgiu a cultura de as transformar em «amigáveis com o utilizador», quando a Aplle nasceu no Silicon Valley. A « cultura de serviços » e o conceito nobre de «cliente» foram, depois massificados, com o celebre livro de Tom Peters e Bob Waterman, Em Busca da Excelência, nos anos 80. contudo o apogeu é recente – segundo Joseph Pine, «a liderança dos serviços afirmou-se definitivamente quando, pela primeira vez, em 1995, a edição das 500 maiores da revista da “Fortune” passou a misturar a industria e os serviços numa só lista». O «cartoonista» e o visionário. Mas como a consciência do que é novo anda sempre em atraso em relação à própria realidade, ainda não é perceptível publicamente o que esta a emergir. O que não apaga o facto da «economia dos sentidos», de que Pine e Gilmore falam, já ser quarentona. Segundo eles o pioneiro foi Walt Disney com o seu conceito de vender uma «experiência» e não meramente os seus «cartoons» e personagens. Houve um homem, no entanto, que «percebeu» isto e o escreveu mais de uma década depois, em 1970. «Foi o visionário Alvin Toffler em O Choque do Futuro, conclui Joseph Pine, que na mesma altura em que todos pejorativamente falavam da “disney – ficção” da sociedade, veio pressagiar o movimento da economia dos bens e serviços para o mercado dos sentidos, dizendo que as pessoas preferiam experiências a comprar “coisas”».
A INVASÃO DO ENTRETENIMENTOO ENTRETENIMENTO tem invadido literalmente outras áreas, provocando a criação de novos conceitos, inovando a própria linguagem. Este «assalto» é mais transparente se utilizarmos as expressões inglesas que se foram gerando na literatura de gestão e nas estratégias de negócios a partir do termo «entertainment». - A fusão com a educação e o ensino está muito espalhada, e já é corrente no discurso dos responsáveis pela área. O «edutainment» ainda não tem tradução fácil para a nossa língua, mas dá a ideia da eficácia um ensino envolto no prazer do entretenimento, ou vice-versa. - Com a faca e o garfo, provavelmente não é tão assumida a fusão em curso. Mas quem já tenha ido às cadeias mundiais do Hard Rock Café, do Planet Hollywood, do Rainforest Café ou do The House of Blues, começa a perceber o que é o «eatertainment», ou a gastronomia com uma envolvente de entretenimento temático. - O «bankertainment» é outro ramo do mesmo percurso. O caso de megadependência do Banco de Montreal dentro do Centro Comercial de Mapleview em Burlington, em Ontário, é provavelmente o melhor exemplo do conceito: quiosque interactivo, salão para apresentações e conferencias, vídeos literatura para consultar e visionar, e até um Resource Café. - Na área do retalho e do «shopping» têm-se desenvolvido as expressões «entertailling» (mistura de entretenimento com retalhos, visível no conceito de lojas da original cadeia Sharper Image) e de shoppertainment», visível embrionariamente nos espaços de «merchandising» da Nike – as célebres «Nike Town». O PIONEIRO DO NOVO MERCADOO BERÇO desta economia da experiência» é indiscutivelmente o conceito que esta por detrás da abertura da Disneylândia, na Califórnia, em julho de 1951, a mais de quarenta anos» refere-nos James Gilmore. Ao «cartoonista» de Chicago, Walter Elias Disney, é atribuído o palmarés de ter sido o pioneiro deste novo tipo de mercado ao criar «um espaço de palco total para uma experiência pessoal inesquecível» não só para miúdos como para graúdos, que viria a ser designado como «parque temático» completamente diferente do conceito tradicional de «parque de diversões» ou «feira popular». Disney inverteu o sentido da relação tradicional no mercado ao designar os seus visitantes não como clientes, mas como «convidados» - o que não significa que entrem de graça, bem pelo contrario (as entradas são pagas e a bom preço) – e passou a chamar os empregados de «membros do elenco».
Ao convidados não se lhes oferece apenas um serviço – ainda que excelente – mas um ambiente de entretenimento em que se «convidam» a ser parte e não meros espectadores. « A ideia não é apenas de entreter o cliente, mas de o envolver, de o comprometer numa experiência total – e deste modo transformar uma vulgar interacção numa experiência única. Este é o sentido pró-activo que Disney pôs em prática», sublinha-nos, por seu lado, Joseph Pine. Tendo captado o sentido profundo do entretenimento, o modelo Disney rompeu com o mecanismo tradicional da relação entre «vendedor» e «comprador». Diz-nos Gilmore: «Enquanto que as anteriores ofertas no mercado – mercadorias, bens e serviços – eram completamente ‘externa’ ao comprador, agora as experiência passavam a ser inerentemente pessoais, íntimas, existindo apenas na cabeça de um ‘consumidor’ que se envolveu num acto único, emocional, físico, intelectual e mesmo espiritual». O «consumo» de experiências, de vivências, sempre esteve no coração do negócio do «showbizz», mas foi Disney que «o explorou criativamente», refere-nos o nosso interlocutor. Isso não significativa que não se vendam produtos e serviços nesse mercado primordial de «experiências». «Os espaços da Disney geram lucros notáveis a partir das mais diversas fontes de rendimento, do parqueamento, à comida, aos mais diversos serviços, aos espaços comerciais e hoteleiros, ao golf, aos condomínios de férias, às conferências e convenções, bem como a venda de recordações. Mas o que queremos sublinhar é que sem o tal “palco” para viver experiências, os clientes nada teriam para recordar de significativo, a não ser dores de pés, calor ou chuva» conclui Pine.
Nota: As épocas restringem-se ao capitalismo
desenvolvido do séc. XX |
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| PROJECTOS REALIZADOS EM PORTUGAL |
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| 1992 | Produção do 1º Protótipo Stpitting Image - Bonecos Políticos SIC Hoje Contra Informação - R.T.P. |
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| 1993 | Dinossauro Animatrónico - Lisboa 94 | mais informacoes »» |
| 1995 | Animações | mais informacoes »» |
| 1996 | Início Produção Olharapos - Expo 98 | mais informacoes »» |
| 1997-98 | Museu de Aparições (Fátima) | mais informacoes »» |
| 2000 | Espectáculo Neve Arrábida | mais informacoes »» |
| 2000 | Galeão Voador | mais informacoes »» |
| 2002 | Vulcão na Baía de Cascais | mais informacoes »» |
| 2003 | Museu de Cera Aquashow | mais informacoes »» |
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